Condicionais

Eu poderia fazer os mais indefesos gestos de amor.

Eu poderia dizer: o cachecol dos meus sonhos são seus cachos
em encontro nada casual
na noite da cama.

Eu poderia dizer: o frio da minha pele
anseia a manta da sua.

Eu poderia dizer: o ar que me falta
só sobra em seus beijos de algaravia.

Eu poderia, ao final, dizer:
o escuro túnel em que me meto
é o princípio da luz que em você vivo.

Eu poderia, poderia.
No entanto,
digo boa noite amor
e imagino tudo ter dito.

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Insônia

A mim me bastava

Nessa hora avançada

Um céu de brigadeiro antigo

(Talvez bem estrelado)

E alguma poesia.

O resto, juro, se resolvia.

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Dom da Invisibilidade em versão download

Deixo disponível para download o pequeno romance Dom da Invisibilidade, em arquivo PDF, bem mais adequado a leitura do que aqui no blog e, a algum afeito a lides sinestésicas, também fácil de imprimir. Atendo assim a alguns amigos que o leram e reclamaram do desconforto de o fazer não só no computador como, para piorar, nos capítulos cronologicamente invertidos publicados no blog.

 

De fato são lá suas cem páginas, e ouvi coisas como cara, é como ler em um rolo de papel higiênico, e embora a comparação não me seja da mais agradável decerto a metáfora se presta para definir o funcionamento de um blog, com sua estria vertical de texto correndo indiferente rumo ao passado em um rolo único, com breves interrupções ali e além.


Não sei ao certo se é possível utilizar o PDF para leitura em iPad ou Kindle ou outras destas deliciosas maravilhas tecnológicas, e agradeço se algum detentor de maquininhas de leitura testar e me contar o resultado.

 

Mas chega de conversa. O link de download está abaixo. Se o ler, por favor mande seus comentários, mesmo se negativos. O silêncio é chato.

Baixe aqui: https://josepolifonia.files.wordpress.com/2012/03/dom_da_invisibilidade_jose_polifonia.pdf


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Orquídea

O assustador efêmero de tuas flores
após tão larga gestação
é o que afinal te salva.

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Sonho

a mariposa
sonha que é
libélula

mas ronda
do abajur
a luz amarela.

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Jazigo

Jazigo

Lá se foi a paz da morte

A mãe a sul, o pai a norte

O irmão xereta na outra gaveta

O avô no ossário, o cinzeiro da tia:

Saiu do calvário

É a mesma agonia

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Cena 1

Cenário urbano: A chuva explode em poças destroçadas por pneus que jamais a entenderão.

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