Carteira

Carteira

a moça que entregava cartas,
delicada em seu nobre afã,
jamais deixava más novas
– contas contratos rompidos
postais tristinhos
envelope de namorado irado.

no meio do caminho
deles se desfolhava
desfazendo o mal presságio.

amada por felizes destinatários
foi nesta data enquadrada:
recebeu em casa,
da mão de moço que não lhe segue a dita,
suscinto aviso de despedida:
a bem do bem público, detida.

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Sobre Jose Polifonia

O blog do Zé Polifonia não é daqueles em que encontrará novidades e posts todos os dias. As postagens são erráticas justo por seu conteúdo: são pequenos contos, histórias e uma tentativa de romance escrito via web. Talvez sejam textos aborrecidos para se ler em monitor em razão dos parágrafos por vezes longos demais para tela (se é que há isso). Bom, quem vai dizer se são bons para tela (ou não) é você. Ali no twitter há também uns microcontos -em www.twitter.com/josepolifonia.
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