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O Dom da Invisibilidade – Cap 2

O Dom da Invisibilidade
(quer ler o capítulo 1? está aqui )

Capítulo 2

O ar está carregado. É desses acontecimentos que não se explica – ora, pois que seria um ar carregado? Pode-se sentir, intuir, até cheirar tal coisa, não explicar. É uma sensação que nos perpassa, só isso, e no entanto é como se tivéssemos de tensionar cada músculo para evitar que o peso descomunal da atmosfera nos esmague. Sequer a rara visão que agora temos de Yasmin deixando a cozinha diminui a densa armadura estacionada sobre o bar. Mulher de singulares poderes, como se há de ver, ela tem sua biografia conhecida, ou quem sabe melhor dizer suposta, por qualquer habitante local – mas, perdão, no momento nos é sobremaneira difícil relembrar os feitos reais ou inventados de Yasmin, encargo a que prometemos nos entregar tão logo a impressão desalentadora de peso nos abandone um tanto.

Cabe portanto dizer, apenas, que aqui nesta cidade imaginária muitos conhecem Yasmin. Talvez alguns duvidem que carregue este ípsilon, como se duvidou do duplo-p de Giuseppe, talvez não liguem maior importância ao caso, talvez tudo isso seja apenas truque de prestidigitação para apresentar um de nossos convidados, que terá, logo, a missão de entreter a quem nos segue e conosco descreve o que vê: ele chega ao bar gingando sobre seus molejos e bate, como se magneticamente atraído, em todas as mesas e cadeiras pelas quais o corpo grande e simpático passa. Na rádio onde trabalha, há tantos anos que se esquece, anunciam-no como Onofre Dei, a voz divina. Natural que não se trata de nome de nascimento, mas de vocativo inventado em algum tipo de renascer ou, como deveria ser de lei, do nome que ele mesmo quis a si. Senta-se desajeitado mas com graça. Gotículas de suor ou de chuva banham-lhe a testa e mantêm úmida a mão massuda e forte que nos estica a cada um sem parar de falar e de se ajeitar na cadeira:

“Temia ter atrasado, o que nem de longe frequentou meus planos, mas vejo que estão bem dispostos e minha quase falha se mostrou virtuosa”, Dei pega algum amendoim que se encontrava pouco visível sobre a mesa e o joga na boca que fala e ri e mastiga e se inclina para os lados do garçom (sim, agora os há) e a ele ordena “um Santa Rita nem quente nem frio, e não me faça perguntas embaraçosas sobre uva, ano, esse tipo de coisa que não consigo responder”.

O que ocorre, diz ele, e então por favor observe que já nos poupamos das aspas ao por no papel sua impressão de voz, uma vez que o próprio Dei cuidará dos detalhes doravante e ainda considerando que nada parece mais caro aos dias de hoje que a economia e a sustentação das coisas sem maiores adereços, que menos queimem oxigênio ou liberem gases quentes, e por certo não sabemos se aspas estão nesta categoria insalubre das coisas tipográficas que vertem morte ou daquelas outras que ao contrário pegam a si os males e os transformam em elementos doces como húmus, água límpida e ar fresco, mas decerto nosso ouvinte já nota que quem fala é quase outra voz, assim o esperamos, e que não se deve aguardar dela o que ela não nos pode dar, talvez certa coesão forçada ou pausas cheias de intenções e ainda momentos de suspiros. “Com sua licença”, Dei diz impaciente, impondo novamente as aspas, “isso se estende em demasia e não tenho esse tempo depois do que acabo de ver”.

“Ah, o vinho”, ele corta a própria oração, nos sorrindo a todos. “Deixem esse liquido bárbaro alemão de lado e tomem uma taça comigo. Venham mais perto”, quase sussurra se aproximando o quanto possível da mesa e de cada um de nós, “e escutem o motivo de meu quase atraso.”

Notemos, enquanto o garçom desarrolha a garrafa, mostra o rótulo e essas outras coisas, que deixamos o tempo em slow motion para além da mesa que ocupamos e dos pontos que nos chamam a atenção momentaneamente, de sorte que é como um teatro isso aqui, com luz em jorro seguindo os olhos do diretor e o mais transformado em coxia escura onde o espaço, gelatinoso, faz tudo fluir de maneira tão compassada que dá impressão de total paralisação.

Se duvida, observe o garçom, realizada sua missão, deixando nosso foco e se perdendo no escuro, já mal existindo. Ele está lá, por certo, mas embaraçado no invisível em que tudo se lança quando não observado ou escutado ou ainda tateado – e no entretanto basta que o olhemos para que volte a existir plenamente, individual e isolado dos fios que a tudo formam, e quem sabe seja isso mesmo que sentimos, cada um a seu feitio, ao nos dissolver no sono, na glutonaria ou no gozo, naquela pequena morte dos corpos enlaçados.

Há um protesto além, vindo dos lados onde Yasmin conversa um tanto ríspida com Francisco, o maître, e deixemos portanto que os assuntos de sexo e de comidas os diga logo mais a própria Yasmin, ela reconhecida como espécie de deusa ou sacerdotisa de ambos, de modos que afinal se pode dizer o que levou o radialista Onofre Dei a seu quase atraso, ou melhor, à sua chegada no exato instante em que mais necessário se fazia.

“Eu sempre disse que a verdade se esconde no escuro”, ele começa já resservindo as taças nem tocadas por nenhum de nós e em contínuo tomando um golito, pequeno e de connaiseur que afirma não ser, “e que a única coisa que importa é o prazer. Novidade nenhuma, ahn? Ah, mas sim, há, sempre há, nós nos escondemos nelas, por isso há tanto frescor em cada frase dita por alguém, em cada revelação se busca contar dos esqueletos lançados ao armário, que digo eu?, não em cada revelação mas em cada movimento que fazemos, porque por certo cada pessoa aqui presente, até aquela que não me foi apresentada à ponta da mesa, bem, cada presença traz em si um ninho de mentiras, todas justas porque todas destinadas a nos preservar a vida, esse dom natural ou divino, que importa, pois o certo é no fundo da programação, naquilo que o amigo chamaria firmware, então lá no princípio celular, energético, não o sei, existir uma linha de código perdida que nos quer a cada um transparente aos olhos do próximo, que nos permita fazer o que bem nos der na telha, se é que me acompanham, é uma força de egoísmo que nos faz ser o que somos, que une as coisas que se unem para nos formar, e é essa a igualdade entre todas as coisas que vemos, esse desejo ao invisível, ao egoísmo que não quer ser visto mazelando por aí e, ah!, magnífico vinho!, que, o grande paradoxo, quer ser descoberto e punido até por ter desejado o que nem sempre se fez. Compreendem meu ponto?”

É perfeito alcançar que não cabem comentários aos ditos de Onofre Dei, uma vez que tal obra só o faria voltar a expor o mesmo de forma ainda mais confusa ou esclarecedora, a depender da capacidade de abstração ou de humor de quem o ouve. O instinto certo a seguir, creia-nos, é imitar o gesto do famoso radialista e sorver um tanto do vinho, pinçar um dos acepipes que, surpreendentemente, estão com cuidado montados no grande prato hexagonal sobre a mesa e se deixar assim à toa esperando que sua anunciada revelação se faça. E nem muito será necessário: nosso largo convidado mantém um pedaço de parmesão entre os dedos e o movimenta hipnoticamente, com a boca aberta prestes a deixar que algo saia de seu conjunto fonador, em um suspense histriônico que lhe cabe apropriado como a poucos. O bordão com que fecha seu programa diário, o Falando com o Vazio, explica um tanto do que ele supõe seja a vida – “o que importa é o prazer”, ele repete há todos esses anos que não sabemos quantos são – e, de certo, ilustra o aparente alheamento que o toma no momento: Dei apenas brinca com a falta de palavras e tira dela seu pequeno quinhão de deleite.

“Pois bem”, ele diz ainda girando o entorpecente naco de queijo, “o italiano capotou logo ali na curva da avenida, na minha frente, um raio passando em movimento o mais estúpido, e por um instante pensei que mesmo quisesse aquilo, tal precisão no absurdo giro tinha seu carrinho amarelo. Mas lá fui a socorrê-lo e sei que não houve intenção de se matar ou me matar, o que seria ainda pior para mim, e o sei por ter ouvido o que ele quis que eu ouvisse e, eis aí o problema, não tenho se também de seu interesse é, ou foi, porque ele não estava nada bem, que eu repita a quem quer que seja o que me disse, e garanto que é informação de relevância, fina, nada que os deixaria dormir da mesma forma que acordaram.”

A quem intuiu que com “o italiano” se fala em Giuseppe, nosso respeito. A percepção está correta, desafortunadamente, e, como aqui se diz, a sorte beija a quem a deseja – algo assim como não há fortuidade no que acontece, nem mesmo em relação ao relatado acidente envolvendo Giuseppe. E a notícia de fato é grave, ainda que não a saibamos completa em virtude das dúvidas acomodadas no gordo espírito de Onofre Dei por ora. Certo ser natural que achemos grave acidente envolvendo outro de nossa espécie, ainda mais conhecido, porém mais o é considerando o que significa esse restaurante, ou bar, para os que pelas redondezas habitam. Giuseppe acidentado, e de forma grave, é como, por exemplo, a ameaça de subtrair aos parisienses pela ferrugem aqueles metais da Eiffel e dos moradores do Rio o verão que justifica suas praias. Daí a agitação que toma conta dos serviçais – veja-se o atribulado dos garçons confundindo-se entre as ainda poucas mesas servidas de clientes – e principalmente de Yasmin e de Francisco, ambos regentes em seus territórios e, por isso, menos afeitos a chiliques e ataques de nervos, mas com certeza afetados pelas duas mazelas já que discutindo de forma tão aberta em público – quando o sabemos que só costumam fazê-lo se alheios a olhos de terceiros, quartos, quintos e sextos, posições em que nos encontramos no momento.

Sejamos sinceros: está armada uma confusão. Vamos esperar que Onofre Dei se pegue com seus botões e decida se afinal nos revelará o dito de Giuseppe, o que por destino o radialista pode fazer ajudado pelo vinho, e enquanto isso estiquemos sensores em direção a Yasmin. Ali está ela em sua beleza núbia mas no instante um tanto pálida, o que lhe dá esse acinzentado à tez. Acaba de dizer a Francisco que ele deve ficar e que ela irá até onde Giuseppe se encontra abraçado por ferros e resinas automotivas, se ainda de lá não o tiraram, e que cabe ao maître manter o andar da carruagem – até porque seria o desejado por Giuseppe. Não que ela não pudesse ficar, mas em realidade sua presença seria menos benéfica e sem ela o curso da casa nem seria posto em xeque, caso que já se sugeria pela bagunça reinante entre os garçons, o chefe das bebidas e até os moleques enflanelados que auxiliam os autos a bem parar. Daí a necessidade de que Francisco retomasse as rédeas, rápido, e deixasse o salvamento de Giuseppe, a quem por mérito o maître considera filho, às conhecidas mãos mágicas de Yasmin, aptas a transformar qualquer toco de planta em manjar para raros e qualquer teco de carne em incalculável fonte de prazer.

É mais ou menos o que daqui ouvimos a núbia dizer, um pouco entremeado a nossos tímidos comentários e com uma ou outra seqüência de expressões reeditada para maior fruição da querida leitora e do amigo leitor. Embora não demonstre maior prazer em fazê-lo, Francisco aquiesce. E Yasmin, a quem devemos quaisquer dos delicados confeitos que habitam o cardápio da casa, se vai em passo de exército, munida de suas armas arredondadas, em curvas e sutilezas pelas quais a luz tardia de verão escorre, formando um quadro inestimável que ganha distância de nossa torre de observação e proximidade do provável calvário de Giuseppe.

Tão lépida vai que por pouco não esquecemos de dizer o por quê de tantos adjetivos aplicados ao redor de seu nome e das menções, mesmo que perpendiculares, a seu respeito. Aguardemos a chegada de Francisco, o maître. Ele no momento passa a cada mesa ocupada deixando ali um punhado de palavras. Os trabalhadores do leva e traz de alimentos e bebidas foram apaziguados. Correm como cucos precisos seguindo o tempo indicado pelo maestro, que solfeja silenciosas notas capazes de manter a harmonia mesmo quando o caos se levanta no lento crepúsculo tropical, que sem maior dificuldade se estende até as oito e meia da noite. Temos ainda, portanto, mais de hora de boa luz solar, e vamos aproveitá-la. Depois, as coisas tomam outras tonalidades.

Ora, deixemos de vaticínios, incerto vício que se instalou sob nossa pele, pois ele se aproxima. Francisco, como se disse, tem cabelos alvos e a pele tisnada de sol que acomete boa parcela dos moradores da cidade, esse local de verão permanente onde os ventos mais frescos só chegam por teimosia, tendo de romper barreiras desconhecidas para arrefecer o sempre presente calor. Vem lento e carrega um tão teimoso sorriso quanto as brisas, ainda que nele falte vivacidade: é sorrir profissional, quase um esgar de robô, treinado por anos frente à paciência do espelho, coisa de dedicado ator ou ditoso político. Negociando outra garrafa de vinho com um garçom, Onofre Dei, o radialista, corta as recomendações já antes ditas que vinha a repetir e fixa o olhar em Francisco, o inquirindo a queima roupa quanto aos distúrbios verificados no normalmente impecável serviço da casa, o que decerto é pergunta protocolar já que todos sabemos o que ocorre e já que o próprio Onofre Dei nos segredou ter socorrido Giuseppe e com ele permanecido até a chegada dos homens do resgate, munidos de seus instrumentos de assistência que semelham, ele o disse, a máquinas de tortura medievais, apesar dos motivos de umas e de outros serem tão diversos.

“Conte-nos, maese, que sorriso falso é esse que leva pendurado à boca”, Onofre Dei fala, balançando a cabeça para o garçom que já ali apresenta nova garrafa e ainda aproveitando o movimento para quebrar a desnecessária pergunta com o talvez cortês gesto de com os pés empurrar a última cadeira vazia de nossa mesa para que Francisco tome assento.

O maître não se deu ao luxo de sentar em nenhuma das outras mesas a que serviu suas palavras e, portanto, a ação de Onofre Dei é galanteria e alguma lembrança de outros momentos, todos no passado que se esconde de nós como se parte de sonho matinal, dos que se pregam na memória e acodem a cada tanto no decorrer do dia até evaporar ao tomarmos o primeiro copo ou comermos a primeira garfada do almoço. As histórias contadas por Francisco, quando ao velho maestro sobra tempo e ele se permite uns dedos de conversa, não têm porém essa característica enfumaçada que detectamos nas coisas do passado. Ele as expressa com a luz do presente, esse estado temporal que uns dizem não existir e outros insistem ser tudo que existe, de maneira que, à medida que as palavras se espalham pelo ar e depois caem na mesa formando mosaicos coloridos, podemos esquecer das mazelas que criamos para nos atormentar e nos por como crianças admirando a beleza dos cacos se amalgamando para formar cenários por vezes sombrios, outras divertidos e ainda outras tão singelos que parecidos com castelos de areia continuamente remexidos e remodelados pelo vento. É talvez o que um maestro faz ao levantar as mãos e puxar os cordéis que não vemos mas que o unem a seus comandados lá embaixo – e mesmo o virtuose dentre os músicos ordinários, aquele que é verdadeiro deus em sua arte, tem dessa forma nele seu deus maior.

“Ocorre que provavelmente não vá existir a Noite do Cabrito”, diz Francisco deslizando rumo à tábua da cadeira, como se para indicar que nossas suposições são muitas vezes frágeis, embora logo às primeiras palavras do parágrafo anterior se pudesse antever, nelas mesmas ou no intervalo entre elas, existir real probabilidade, e maior que outras, de o maître sentar-se à nossa mesa. A Noite do Cabrito, que Francisco menciona, é a bem dizer uma comemoração selvagem de gastronomia aqui realizada a cada dois meses, se tanto, pelo que se diz a depender da conjunção de umas estrelas e da lua. Uns tais cheiros e sabores se misturam, pela já dita magia de Yasmin com as comidas, que por seguro não podemos afirmar existir no generoso réchaud uma parte que seja de cabrito, animalzinho ralo de carnes mas apreciado por glutões a várias partes do mundo, segundo o próprio Francisco, de sorte que se há mesmo do bicho lá é de uma maneira sutilizada e dissolvida no intenso universo de ervas e frutas e grãos.

Estamos a perder o fio, desculpe, pois falávamos da chegada de Francisco e de sua nem tão inesperada sentada à nossa mesa. Tentávamos ludibriar o leitor e a leitora insinuando dificuldade em ter aqui a presença do maître por mais tempo que às outras mesas pelas quais passou. De fato há motivo para seu despencar à cadeira: somos escudados por Onofre Dei, amigo por gosto musical e afinidade espiritual de Francisco desde que este se pôs ao largo do mundo e recolheu-se a essa cidade de muitas luzes naturais e, paradoxalmente, de poucas artificiais, vale dizer, dessas que se criam e depois se as chamam de cultura, sabedoria e outras coisas semelhantes de complexo entendimento.

“Sem o cabrito, que fazemos aqui então?”, Onofre Dei diz olhando a cada um da mesa, para nos pilhar como cúmplices, e em seguida se fixando inquisidor em Francisco. “Não recordo uma única vez isso tenha ocorrido, e salvo melhor juízo fui o primeiro a frequentar o bar, quando ainda se dizia que uma cafetina jamais poderia cuidar de cozinha e por a pasto carne sem vida, coisa que aliás em toda a região não se faz igual. Bom motivo há de ter, e não quero acreditar que seja a tentativa de desaparecimento feita pelo italiano.”

“E é”, Francisco diz em longo e sonoro suspiro, o que não permite ao certo entender se o disse de fato ou se apenas suspirou com tal força que assim as palavras por ele pensadas se compuseram no ar. “Se quer teimar no assunto, sugiro que fale com a negra, e desculpem se a expressão soa deseducada, mas venho de tempo em que as palavras não precisavam de outras palavras atrás das quais se esconder, e em que com certeza nem maior dano causavam só por serem o que são.”

As luzes caem um tanto por conta do crepúsculo: embora lento, ele se constrói em pequenos soluços, e por coincidência um deles calhou de ocorrer bem quando o maître explicitava, de forma oblíqua, que suas relações com Yasmin são cordatas mas jamais amistosas. Isso se presta sobremaneira para que enfim falemos sobre a sedutora mulher, aproveitando o momento em que ela se pôs a passo de guerra para acudir o acidentado Giuseppe. Não que haverá segredos ou temeroso uso de palavras que se escondem sob palavras, para usar a expressão interessante de Francisco, mas algum sossego é saudável para que o maître se abra a respeito da núbia que nos embevece, e essa é a verdade, e que a ele no máximo ajuda a entender a profundidade da contradição humana.

Uma pausa agora para um gole de vinho (a que Francisco também acata) e logo seguimos.

 

Capítulo 3

 

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